ROTEIRO DE 2 DIAS NA CIDADE DO MÉXICO

Esse roteiro foi ideal para uma passagem de 2 dias pela cidade, com um geral de tudo um pouco, para aqueles que também gostam de vivenciar experiências locais 🙂 Para dicas gerais sobre a Cidade do Mexico acesse Dicas em Ciudad de Mexico

Dia 1: Pirâmides de Teotihuacan e Basílica de Guadalupe

Chegando bem cedinho na cidade, deixe suas coisas no hotel, tome um banho para tirar a nhaca no avião, e o passeio começa por volta das 8h da manhã…

Pirâmides de Teotihuacan:

As dicas que me fizerão tomar coragem de fazer esse passeio por conta própria vieram do blog Sunday Cooks, que explicam passo a passo de como chegar lá e tentarei resumir aqui 😉

A primeira dica valiosa é: faça a sequência contrária dos ônibus de excursão para evitar a super lotação de ambos os destinos. Então fiz primeiro Pirâmides de Teotihuacan e depois Basílica de Guadalupe, invertendo o passeio das agências de turismo e garantindo fotos mais vazias!

As pirâmides ficam um pouco afastadas do centro do cidade, mas é muito simples para ir de ônibus, levando volta de 1 hora desde o terminal de ônibus até o Portão 1.

Os ônibus saem do Terminal Central de Autobuses del Norte, entrando na rodoviária vire à esquerda e procure o guichê Autobuses Teotihuacan, peça pelo destino de Zona Arqueológica, os ônibus saem de hora em hora e o ticket me custou 50 pesos, equivalente a MENOS QUE 10 REAAAAAAIS!!!! Para garantir, avise o motorista que você quer descer nas pirâmides, mas geralmente muitas pessoas descem nesse ponto, então dificilmente você irá perder.

Começando a visita:

O ônibus te deixará no Portão 1, por onde comecei meu passeio já que esse era o lado que tem menos atrações, e escolhi deixar os mais impressionantes para o final 🙂 Desde o portão existem guias oferecendo o serviço de visita guiada, eu optei por não fazer já que queria fazer as coisas no meu tempo, mas com toda a história desse lugar, tenho certeza que ruim não seria.

Na região do Portão 1 ficam ruínas de 2 pirâmides menores e é possível avistar a pirâmide do sol de longe, portanto, saindo de lá não tem como errar o caminho, mirando na majestosa Pirâmide do Sol.

Dica: A essa altura do campeonato você já vai estar derretendo por todos os lados, então, antes de ir se lambuze de protetor solar, vá de chapéu, e leve no mínimo 1 L de água para aguentar o tranco. Detalhe: Eu não fiz nada disso, e o resultado: ME FERREI! Então aprenda com os erros dos outros hahaha

No caminho da Pirâmide do Sol terão algumas placas para um pequeno museu, que é muito interessante, mas se estiver com tempo curto, é algo que pode desapegar e deixar para a próxima visita.

A Pirâmide do Sol é a maior das pirâmides do sítio arqueológico e para subir suas escadas cheguei até a engatinhar em algumas partes, mas a vista de lá de cima é impagável. Vale a pena cada degrauzinho, que não são poucos =P
Lembra daquele restaurante que falamos no outro post, La gruta? Ele fica na saída do Portão 2, atrás da Pirâmide do Sol e próximo ao museu que comentei a pouco. Se estiver com tempo e for almoçar por lá, volte para esse portão e não perca esse restaurante! Não é dos mais baratos mas é único.

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Depois de apreciar a vista e ficar de cara com a capacidade do ser humano de construir um negócio daqueles a tantos e tantos anos atrás sem nada da tecnologia que temos hoje… Desça e vá de encontro a linda Pirâmide da Lua, apesar de menor, foi a minha preferida, de onde você consegue enxergar a rua principal de cabo a rabo e onde a energia me pareceu mais intensa, pode ser viagem minha, mas foi a sensação, desculpem.

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Ufa, depois de tudo isso ainda estamos na metade do dia. Se você não levar lanchinho, a essa hora vai estar mais faminto que criança em fase de crescimento, e adivinhe só, eu não levei hehehe sai atacando todas as barraquinhas na saída do Portão 3, comendo enchiladas, quesadillas, paleta, suco de tamarindo ❤ e lá vamos nós em busca do próximo ônibus com destino à Basílica de Guadalupe.

Na saída do Portão 3, o guardinha da guarita poderá te apontar o ponto de ônibus mais próximo, mas a minha dica é: Vire a sua direita e ande um pouquinho, em direção ao museu “Beatriz de la fuente” (que vale uma passada rápida caso você tenha perdido o ônibus por poucos minutos e o próximo seja dali a 30 minutos, que foi o meu caso :D). Do lado contrário da rua você conseguirá pegar o ônibus mais vazio e ir sentado, ao invés de pegar com todo mundo na saída do Portão 3.

Indo para a Basílica de Guadalupe:

Você poderá pegar o ônibus que passe por Índios Verdes, ou Deportizo 18 de Marzo, ambos estarão com destino CIUDAD DE MEXICO, então, melhor garantir perguntando ao motorista, aproveite e peça para ele te indicar o ponto de parada mais próximo da Basílica.

Optei por ir andando para conhecer a região, foi uma caminhadinha de uns 15 a 20 minutos, mas quem está na chuva e para se molhar, certo?

A LINDA Basílica de Guadalupe merecia um post só para ela, porque a energia desse lugar é inexplicável. A devoção dos mexicanos pela virgem de Guadalupe é algo lindo, o que me faz sentar na praça por alguns minutos e apenas observar. Nesse período eu vi apresentação de indígenas para a virgem, passeata de ciclistas em devoção para a virgem, e benção da virgem para uma cerimônia de aniversário de 15 anos.

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A região conta com a antiga Basílica, que está torta por conta da água (para quem não sabe a Cidade do Mexico foi construída em cima de um grande lago, sim, incrível), a Basílica nova, que é uma das igrejas mais lindas que eu já vi na vida, museus mostrando os milagres da virgem e os desenhos oferecidos pelos fiéis à ela. Além disso, tem um grande jardim com uma capela ao topo para venerar mais um pouco essa história encantadora.

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Na saída da Basílica ficam barraquinhas de comida e artesanato, onde você DEVE se esbaldar experimentando tudo o que tem direito, e de lá ir embora feliz e contente desse dia tão cheio!

Dica: Fui caminhando até o terminal Índios Verdes, mas não foi tão agradável, então, indico buscar a estação La Villa Basílica e fazer as baldeações necessárias para o seu destino final.

Dia 2: Castillo de Chapultepec e Luta Livre

Descansou do dia anterior? Pois o segundo dia será tão cheio quanto…

Iniciamos o dia buscando a entrada mais próxima do Bosque de Chapultepec, como existem diversas, tudo depende de onde você estará hospedado. Mas de qualquer forma, o acesso é bem fácil por várias estações de metrô.

O Bosque de Chapultepec possui diversas atrações, e aos finais de semana conta também com barraquinhas de comidas e artesanato por todo o parque, portanto, o tempo que passará lá dependerá do tempo que você tem disponível e de quais atividades quer fazer no dia. Dá para passar o dia lá facilmente.

No meu caso, fui direto ao Castillo de Chapultepec, com um grande acervo de quadros, objetos, móveis, sem contar o simples fato da conservação de todo o ambiente de castelo. A entrada do museu foi bem barato, cerca de 20 pesos, e para estudantes DE QUALQUER PAÍS, a entrada é gratuita.

Depois de “perder” algumas horinhas no museu, fomos olhar o lago, onde o pessoal costuma andar de pedalinho, mas como nosso tempo estava curto, fomos em busco de um tal de Torre Mayor, onde encontraríamos dois colegas locais para explorar a região.

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Próximo destino rápido foi Zocalo, o famoso centro histórico da Cidade do México, fomos de carro porém é possível chegar facilmente de metrô através da estação Zocalo. Passamos rapidamente pelas ruas e calçadões do centro até chegar na Plaza de la Constituición, com uma bandeira exuberante do México, rodeada pela Catedral Metropolitana da Cidade do México (que entrou para minha lista de Igrejas mais lindas que já vi, junto com a Basílica de Guadalupe), Palacio Nacional, e outros prédios históricos do governo.

Fica a dica: Para quem tem tempo de extender esse roteiro, busque por Free Walk Tour que sai da Catedral, dica de um amigo que já visitou a região 🙂

Andando mais um pouquinho sentido a lateral da Catedral, está o Museu do Templo Mayor, a pontinha do Iceberg das descobertas de construções da civilização asteca. Esse museu também vale a extensão do roteiro para quem estiver com tempo.

Infelizmente não era nosso caso, tivemos o tempo de se deliciar naquele restaurante que enfatizei no outro post, La Terraza, com as particularidades da culinária mexicana.

Para fechar o dia, lá fomos nós presenciar uma experiência dos locais, a tão esperada LUCHA LIBRE na Arena México. Sim, são lutas combinadas, não são golpes verdadeiros, mas os mexicanos realmente vibram com as lutas, torcem, gritam e xingam como se fossem verdadeiras. Foi uma noite muito engraçada, principalmente por estar junto a dois locais que vibravam equivalente ao nosso jogo de futebol.

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Ao final da luta, tire suas fotos no ringue de mentira, e compre uma camiseta, uma máscara ou qualquer lembrança nas barracas da saída, pois isso sim faz parte do verdadeiro México.

Veja também Dicas em Ciudad de Mexico para ajudar no seu roteiro 🙂

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2 thoughts on “ROTEIRO DE 2 DIAS NA CIDADE DO MÉXICO”

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